Eu gostava de escrever
Para poder-te contar
Aquilo que em minha mente
Anda a vaguear.
Mas, qual barco impelido no mar
Pelas ondas sem direcção,
Vão impelidos meus pensamentos
De encontro com a razão
Que me diz que não é o momento
De expor os sentimentos.
Então, contenho em mim
Tudo o que poderia te dizer.
Mas, quem sabe, um dia enfim,
O poderei fazer.
O barco sem rumo
Encontrará a sua direcção.
E eu? Eu, talvez liberte
O que vai em meu coração.
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